Plano de Trabalho (02/05/2023 - 04/05/2023)
Plano de Trabalho
Estágio Profissional 2 de Psicologia da UFDPar – Ênfase Saúde Coletiva 2022.2
Prof. Dr. Guilherme Augusto Souza Prado
Carga horária de todas(os) estagiárias(os): 8 horas em campo e em atividades que condicionam a atuação em seus respectivos campos.
EMENTA DO ESTÁGIO:
Elaboração do projeto do Estágio Profissional em Psicologia: problematização da realidade, definição dos objetivos, das metodologias de intervenção e de avaliação do estágio. Atividades desenvolvidas com supervisão acadêmica e também, preferencialmente, local. Em Estágio Profissional em Psicologia II, ênfase em Saúde Coletiva, inserção prioritária em comunidades, instituições e contextos rurais.
PROPOSTA:
O Estágio Profissional em Psicologia II, propõe que o aluno construa o projeto de estágio assumindo uma participação mais ativa na sua formação a fim de consolidar as habilidades do oficio de psicólogo aprendendo a confrontar os conhecimentos básicos construídos com as especificidades dos campos de atuação profissional, identificando-as e buscando conhecimentos complementares para qualificar sua atuação.
Tendo como base as normativas ministeriais que organizam o campo da formação e atuação em saúde coletiva entende-se que a construção do projeto de estágio deve ser coetânea e simultânea à execução, avaliação e reformulação do próprio projeto do estágio (o que articula as propostas de Estágio Profissional em Psicologia II) num processo que tem como objetivos pedagógicos a construção de: postura profissional; segurança na atuação em bases científicas; criatividade em situações problemáticas; capacidade de trabalho inter e transdisciplinar; pensamento crítico; capacidade para traduzir experiências profissionais em conhecimento, apresentando comunicações e publicações; uma atuação conforme os princípios éticos da sociedade (constitucional e da profissão); saber lidar com situações de conflito, pessoais ou sociais; engajamento nos órgãos e movimentos da categoria; capacidade de constante aprimoramento profissional.
CAMPO DE ATUAÇÃO:
Oficina Esperanza
Rua Conde D'Eu, 624, Mendonça Clark
CNPJ: 34.144.310/0001-00
Coordenadora: Rosangela Santos e Santos
CPF: 567.201.229-91
RG: 1.676.290 3 SSP/PR
e-mail: rosantos_phb@yahoo.com.br
Preceptora responsável: Isabelle Araujo do Nascimento
CPF: 070.680.203 - 99
RG: 383824-6
Email - isabellearaujophb@gmail.com
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Estagiários
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2ª feira
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3ª feira
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4ª feira
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5ª feira
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6ª feira
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Discente:
Matrícula:
CPF:
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⇨ Atividades realizadas:
1) Acompanhamento de atividades pedagógicas e formativas da Oficina Esperanza
A Oficina Esperanza conta com um corpo profissional variado que vai de pedagoga a educador físico e professores de música. Profissionais que desenvolvem atividades diversas alocadas no cotidiano das crianças na instituição. Assim, nosso intuito é acompanhar as atividades já realizadas ali, de maneira a poder observar e analisar em campo as crianças e suas interações com outras crianças e com adultos, ofertar suporte aos profissionais e auxiliar no desenvolvimento cognitivo, emocional e social das crianças.
2) Atividades lúdicas e formativas
Considerando que o brincar é a forma básica do viver, o que se desenha como fundamental na formação de crianças e adolescentes, propomos uma variedade de atividades lúdicas e formativas que visam o incremento da criatividade e da espontaneidade como forma de possibilitar que cada jovem possa desfrutar de sua personalidade de forma integral. Visando favorecer um ambiente propicio ao brincar, investimos no vínculo com a instituição e entre crianças e facilitadores uma vez que, como forma privilegiada de integração do mundo subjetivo ao mundo exterior social, o brincar depende de um ambiente acolhedor e de suporte suficientemente bom para se efetivar como recurso acessível ao desenvolvimento e à maturidade de cada pessoa.
3) Realização de oficinas expressivas e oficinas terapêuticas
As oficinas expressivas e terapêuticas funcionam como elemento estratégico na organização do cotidiano em diversos serviços psicossociais. São estratégias de cuidado, interação e socialização que têm variados objetivos como a inserção dos clientes dessas instituições nos laços sociais por meio de atividades capazes de promover a expressão de sentimentos e a elaboração de vivências, a entrada das pessoas no âmbito das trocas e do laço social, assim como o resgate da cidadania na medida em que busca estimular as redes locais e as relações espontâneas entre diferentes pessoas. Em suma, as oficinas promovem a circulação da palavra, a criatividade e a saúde mental e, ao mesmo tempo, a mobilidade no acesso a experiências culturais. Enquanto espaço ativo, motivador, que envolve diferentes atores nas reflexões individuais e coletivas no e com o grupo, as oficinas se desenham como um espaço pedagógico, laboral, criador e de convivência transdisciplinar, que mobiliza diversas áreas do conhecimento promovendo espaços de (re)construção de papéis sociais, intercâmbios e trocas com os espaços e instâncias externos aos serviços, articulando esta socialização em suas atividades como meio e instrumento de passagem entre as diferentes etapas do desenvolvimento, dando margem ao implemento da cidadania.
4) Sessões individuais de acolhimento e escuta pontual de crianças e familiares de crianças dos serviços
As sessões de escuta e acolhimento individuais visam dar maior continência e labilidade de manejo clínico para casos de crianças e/ou familiares que estejam com dificuldades de inserção e desenvolvimento na instituição ou que porventura atravessem períodos sofrimento e despotencialização. Escuta e acolhimento são dispositivos cujo trabalho é orientado para a reinserção nos modos de cuidado e autonomização coletivos da instituição e das diversas redes psicossociais. Para crianças que estejam atravessando períodos especialmente difíceis na instituição, impasses que não estejam sendo possíveis de ser metabolizados no contexto cotidiano coletivo, será oferecido um acolhimento psicológico, com possibilidade, após avaliação institucional e junto aos responsáveis, de se organizar um espaço de escuta psicoterapêutica ou lúdico-terapêutica, a depender da idade e das capacidades e disponibilidades da criança. A proposta inicial para as escutas é de que sejam ofertadas um programa de dez sessões, sendo a primeira e a última acompanhadas pelos responsáveis das crianças para fins de anamnese, pactuação terapêutica, avaliação e devolutiva. Programa que também poderá ser ofertado a responsáveis das crianças. As sessões visam acolher e construir um contorno para situações sofridas e perturbadoras têm como horizonte de ação a desindividualização do sofrimento que aponta para a não culpabilização, não estigmatização e reinserção nos círculos afetivos e sociais locais e da cidade.
5) Ambiência
A ambiência é uma estratégia comum aos dispositivos de saúde comunitária que se faz nos espaços cotidianos como modo de cuidado voltado para confortabilidade dos envolvidos, capaz de abarcar um trato na privacidade e na singularidade, considerando e levando em conta os elementos do ambiente que interagem com cada pessoa. Como ferramenta facilitadora do processo de trabalho funcional, ela favorece a otimização das relações institucionais, e um convívio humanizado, acolhedor e que se presta à resolução de conflitos de ordem hodierna. Seus objetivos são a constituição e fortalecimento dos vínculos, a avaliação e a reflexão sobre a finalidade das atividades desenvolvidas na instituição.
6) Acompanhamento Terapêutico e Visitas Domiciliares
O acompanhamento terapêutico, assim como as visitas domiciliares, são dispositivos de inserção comunitária e cidadã voltados para a potencialização das redes locais e do cotidiano como espaço de cuidado em saúde. Especificamente, o termo acompanhante terapêutico denomina profissionais envolvidos em práticas fora da instituição, que variam desde o acesso a outros serviços e bens públicos e sociais, como visita a escolas, a instituições de saúde ou de assistência social, etc. Já as visitas domiciliares visam conhecer os territórios de vida das crianças e suas famílias, suas questões cotidianas e suas redes primárias de formação e convívio.