| Metodologia: |
A disciplina será organizada de forma a integrar estudos teóricos, práticas de análise de fontes e oficinas de construção de projetos, articulando reflexão crítica e aplicação prática. Para tanto, adotar-se-ão as seguintes estratégias metodológicas:<br /><br />Análise coletiva de projetos<br />Cada discente apresentará seu projeto de pesquisa, que será analisado coletivamente pelos colegas e pelos docentes.<br />As discussões têm como finalidade aprimorar a formulação do problema, os objetivos, o referencial teórico e a metodologia dos projetos, fortalecendo habilidades de argumentação e defesa acadêmica.<br />Os debates em sala permitirão a problematização dos conceitos, a troca de experiências e a reflexão sobre os projetos em desenvolvimento.<br /><br />Oficinas práticas de fontes <br />Serão conduzidas oficinas para identificação, seleção, manuseio e análise das fontes utilizadas nos projetos de pesquisa.<br />As oficinas também abordarão estratégias de organização e redação acadêmica, subsidiando a construção da dissertação final.<br /><br />Atividades de produção <br />Os discentes elaborarão versões progressivas de seus projetos, incorporando as devolutivas recebidas nas discussões e oficinas.<br />Haverá acompanhamento sistemático da evolução dos projetos, com devolutivas individuais e coletivas.<br /><br />Debates finais <br />Ao final do semestre, os projetos revisados serão apresentados em sessões de debate acadêmico, possibilitando avaliação coletiva, refinamento final e troca de experiências entre docentes e discentes.<br /> |
| Procedimentos de Avaliação da Aprendizagem: |
A avaliação será contínua e processual, considerando a participação, a produção de projetos e a análise de fontes ao longo do semestre. Cada componente será avaliado de 0,0 a 10,0, e a nota final corresponderá à média aritmética das notas dos componentes, sendo necessário atingir no mínimo 7,0 e 75% de frequência para aprovação, conforme normas da UFPI.<br /><br />a) Apresentação do projeto de pesquisa 5,0<br />Cada discente apresentará seu projeto com análise crítica por dois colegas previamente designados.<br />A avaliação considera a clareza da apresentação, a capacidade de argumentação e a qualidade da exposição inicial, bem como a contribuição para o debate.<br /><br />b) Participação como avaliador do projeto 5,0<br />Cada aluno que atua como avaliador receberá nota pelo retorno fornecido aos colegas durante a arguição.<br />A avaliação considera a pertinência das observações, a profundidade crítica e a contribuição para o aprimoramento do projeto apresentado.<br /><br />c) Entrega do caderno de fontes 5,0<br />Entrega de um caderno contendo a análise de 10 fontes selecionadas pelo discente, incluindo descrição, contextualização, relevância para o projeto e interpretação crítica.<br /><br />d) Produto 5,0<br />Projeto final revisado após discussões, oficinas e orientações, entregue em data previamente acordada.<br />A avaliação considera a coerência do problema, objetivos, referencial teórico, metodologia, análise das fontes e clareza da redação acadêmica.<br /><br />Observações gerais<br /> Ao final, os professores somarão as notas obtidas pelo discente em cada componente e dividirão o total por dois, resultando na nota final. <br /> A avaliação é processual, permitindo revisões, complementações e ajustes nos projetos ao longo do semestre.<br /> Professores indicarão ajustes e possibilidades de melhoria, enquanto os mestrandos, com orientação, definirão os rumos adotados.<br /> Será avaliado também o envolvimento e a participação geral nas atividades da disciplina, incluindo debates, oficinas e discussões, como parte do peso de cada componente.<br /> |
| Bibliografia:
| BAUMAN, Zigmunt. Amor Líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. Rio de Janeiro: Zahar, 2004. <br />BENJAMIN, Walter. Magia e Estética, Arte e Política: ensaios sobre literatura e história da cultura. 7. ed. São Paulo: Brasiliense, 1994. <br />BURKE, Peter. História e Teoria Social. São Paulo: Editora da UNESP, 2002. <br />CARDOSO, Ciro Flamarion; VAINFAS, Ronaldo (Org.). Novos domínios da história. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012. CEIA, Carlos. Normas para apresentação de trabalhos Científicos. 6. Ed. Lisboa: Presença, 2006. <br />CHALHOUB, Sidney; PEREIRA, Leonardo Affonso de Miranda (Org.). A história contada: capítulos de história social da literatura no Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000. <br />CHARTIER, Roger. A História Cultural: entre práticas e representações. Lisboa: Difel; Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1990. <br />DARNTON, Robert. O Beijo de Lamourette. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. <br />DERRIDA, Jacques. Pensar em não ver: escritos sobre as artes do visual (1979-2004). Santa Catarina: Editora da UFSC, 2012. <br />ECO, Umberto. Como se faz uma tese. São Paulo: Perspectiva, 2000. <br />GASKELL, Ivan. História das Imagens. In: BURKE, Peter. A Escrita da História: Novas perspectivas. São Paulo: editora da UNESP, 2002. <br />HOBSBAWM, Eric. Tempos fraturados: cultura e sociedade no século XX. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. <br />KOSELLECK, Reinhart. Futuro Passado: contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: Contraponto, Ed. da PUC Rio, 2006. <br />LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Maria de Andrade. Metodologia do Trabalho Científico, 2ª Ed. São Paulo: Editora Atlas, 2003. <br />LAVILLE,C.; DIONNE, J. A construção do saber: manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas. Porto Alegre: Artmed Belo Horizonte: Edit. UFMG. 1999. <br />MATTOS, Pedro Lincoln C. L. de. A. A estruturação de dissertações e teses em administração: caracterização teórica e sugestões práticas. RAC Revista de Administração Contemporânea, Curitiba, v. 6, n.3, 2002. <br />PHILLIPS, M.; Pugh, D. S. Como preparar um Mestrado ou Doutoramento, Lyon Edições, Mem Martins, 1998. <br />QUEIROZ, Teresinha. Os Literatos e a República: Clodoaldo Freitas, Higino Cunha e as tiranias do tempo. 3. ed. Teresina: EDUFPI, 2011. <br />RIOUX, Jean-Pierre; SIRINELLI, Jean-Fraçois (org.). Para uma história cultural. Lisboa: Porto, 2008. <br />SEVCENKO, Nicolau. Literatura como Missão: tensões sociais e criação cultural na Primeira República. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2003. <br />SPINK, Mary Jane (org.). Práticas Discursivas e Práticas de Sentidos no Cotidiano: aproximações teóricas e metodológicas. São Paulo: Cortez, 1999. <br />STERNBERG, David. How to Complete and Survive a Doctoral Dissertation, St. Martin´s Griffin, Nova Iorque, 1981. <br />VASCONCELOS E SOUSA, Gonçalo de. Metodologia da Investigação, Redação e Apresentação de trabalhos Científicos, Livraria Civilização Ed. Porto, 1998. <br />WHITE, Hayden. Enredo e verdade na escrita da História. In: MALERBA, Jurandir (Org.). A História escrita: teoria e história da historiografia. São Paulo: Contexto, 2008<br /> |