
UNIDADE I - Morfologia da Libras
1. A morfologia da Libras – conceito.
1.1 Processos de formação de palavras em Libras
1.1.1 Derivação
1.1.2 Composição
1.1.3 Flexão
1.1.4 Os classificadores
UNIDADE II -Aspectos morfossintáticos da Libras
2 Estrutura da sentença em Libras.
2.1 Os tipos de verbos em Libras e a ordem das palavras nas frases
2.1.1 Verbos simples
2.1.2 Verbos com concordância
UNIDADE III - Expressões faciais
3 Expressões faciais gramaticais: níveis morfológico e sintático.
a) Expressões visuais afetivas
b) Expressões visuais gramaticais
3.1 Tipos de frases em Libras

- Desenvolver a fluência e a precisão na produção em Libras, articulando análise linguística e uso em contextos comunicativos.
- Analisar a estrutura morfológica da Libras e os processos de formação de sinais;
- Compreender e descrever as classes gramaticais e os aspectos morfossintáticos da língua;
- Explorar a sintaxe espacial, os tipos de frases e a concordância verbal na Libras;

Plano de Ensino – Libras II
Texto base/Livro – Aspectos Linguísticos da Língua Brasileira de Sinais: morfologia e sintaxe

Você sabia que, ao longo da história, as pessoas surdas foram alvo de diversas concepções equivocadas e práticas excludentes?
Ainda na Antiguidade, por volta de 1000 a.C., leis hebraicas restringiam direitos básicos das pessoas surdas, como o casamento, a posse de bens e a participação em rituais religiosos. No campo filosófico, pensadores como Platão e Aristóteles consideravam os surdos incapazes de desenvolver linguagem e pensamento, associando a inteligência à fala e à audição. Essas ideias contribuíram para práticas extremamente excludentes, como castigos, escravidão e até a morte.
Durante a Idade Média, a surdez passou a ser interpretada principalmente sob duas perspectivas: religiosa e médica. A Igreja via os surdos como “desvalidos”, ao mesmo tempo objeto de caridade e de exclusão, já que não podiam, por exemplo, confessar seus pecados. Já a medicina ainda não possuía conhecimento suficiente para compreender a surdez de forma mais ampla.
Foi apenas com o Renascimento, no século XVI, que começaram mudanças significativas. O médico e estudioso Gerolamo Cardano demonstrou que a surdez não afetava a inteligência, defendendo que pessoas surdas podiam aprender por meio da leitura e da escrita. Essa descoberta rompeu com a ideia de que os surdos eram ineducáveis.
A partir desse período, surgiram novas tentativas de ensino, como as desenvolvidas por Johann Conrad Amman, que utilizava leitura labial, espelhos e percepção tátil para ensinar a fala. No entanto, por muito tempo, ainda predominou uma visão limitada da surdez, especialmente influenciada pelo discurso médico, mantendo a ideia equivocada de que pessoas surdas não possuíam linguagem.
Essa compreensão começou a mudar de forma mais decisiva apenas na década de 1960, com as pesquisas de William Stokoe. Seus estudos demonstraram que as línguas de sinais possuem estrutura linguística própria, com regras gramaticais e organização complexa, conferindo-lhes, definitivamente, o status de língua. Esse marco foi fundamental para o reconhecimento das línguas de sinais e para a valorização da comunidade surda em todo o mundo (Aragão, 2024).
Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1IJN3w1xnV9gj-ZFAR6vACzj3TtKMbgQF/view

A disciplina Libras II permitiu aos estudantes:
ü Compreender a organização linguística da Língua Brasileira de Sinais, com foco nos aspectos morfológicos, morfossintáticos e espaciais.
ü Analisar os processos de formação de sinais, como derivação, composição e flexão, reconhecendo suas implicações no uso da língua.
ü Identificar e descrever as classes gramaticais e os diferentes tipos de verbos em Libras, incluindo verbos simples e com concordância.
ü Compreender a estrutura das sentenças em Libras, explorando diferentes ordens sintáticas (SVO, SOV, OSV) e seus efeitos discursivos.
ü Explorar o papel do espaço de sinalização na construção de sentido e na concordância verbal.
ü Reconhecer a importância das expressões não manuais como elementos gramaticais fundamentais para a construção de diferentes tipos de frases.
ü Articular análise linguística e prática, desenvolvendo maior fluência, precisão e consciência no uso da Libras em contextos comunicativos reais.
Dessa forma, foi possível o aprimoramento da competência linguística em Libras, favorecendo a formação de profissionais capazes de compreender, analisar e utilizar a língua de forma crítica, reflexiva e adequada às diferentes situações de interação.
FÓRUM I
Período de Habilitação:
20/03/2026 às 00:00
a
03/05/2026 às 23:59
FÓRUM II
Período de Habilitação:
20/03/2026 às 00:00
a
03/05/2026 às 23:59
Inicia em 20/03/2026 às 0h 0 e finaliza em 03/05/2026 às 23h 59
Inicia em 20/03/2026 às 0h 0 e finaliza em 03/05/2026 às 23h 59