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SAMUEL DE SOUSA PEREIRA ARAUJO
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Efeito hipotensor do óxido de rosa em ratos com hipertensão arterial sistêmica induzida por L-NAME.
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Orientador : JOAO PAULO JACOB SABINO
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Data: 09/03/2026
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A hipertensão arterial sistêmica (HAS) permanece como um dos maiores desafios globais de saúde, afetando mais de um bilhão de pessoas e associando-se diretamente a doenças cardiovasculares graves. Apesar dos avanços terapêuticos, muitas abordagens farmacológicas apresentam eficácia limitada no controle sustentado da pressão arterial (PA), o que reforça a necessidade de investigar novos compostos com potencial anti-hipertensivo. Nesse contexto, o óxido de rosa (OR), um monoterpeno de origem natural, tem despertado interesse científico por sua ampla gama de atividades biológicas já descritas, incluindo efeitos antibacterianos, antifúngicos, antioxidantes, anti-inflamatórios, antitumorais, antinociceptivos, analgésicos e cardioprotetores. Estudos anteriores do nosso grupo demonstraram que o OR exerce efeito anti-hipertensivo em ratos espontaneamente hipertensos (SHR), tanto em protocolos agudos quanto crônicos, sugerindo sua relevância como candidato terapêutico. Nesse sentido, o presente trabalho teve como objetivo avaliar se o efeito anti-hipertensivo do OR também se manifestaria em um modelo de HAS induzida por L-NAME. Adicionalmente, buscou-se investigar se os reflexos cardiopulmonares (barorreflexo, quimiorreflexo periférico e reflexo Bezold-Jarisch) poderiam estar envolvidos na ação do OR. Para isso, foram utilizados ratos Wistar submetidos à administração oral de L-NAME por 10 dias, com posterior avaliação da pressão arterial pulsátil (PAP). Os animais foram distribuídos em grupos experimentais tratados com diferentes doses de OR, e os parâmetros analisados incluíram pressão arterial sistólica (PAS), pressão arterial média (PAM), pressão arterial diastólica (PAD) e frequência cardíaca (FC). A sensibilidade reflexa foi avaliada por protocolos farmacológicos específicos para cada reflexo. Os resultados demonstraram que o OR promoveu redução significativa da PAS e PAM, sem alteração concomitante da FC, confirmando seu efeito anti-hipertensivo no modelo L-NAME de HAS. No entanto, não foram observados efeitos positivos sobre os reflexos avaliados, sugerindo que a ação do OR não se dá por vias reflexogênicas. Portanto, conclui-se que o OR é um potencial candidato em terapias anti-hipertensivas, exibindo efeito prolongado e consistente em diferentes modelos experimentais, o que amplia sua aplicabilidade translacional.
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IAGO ALVES COSTA
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ASSOCIAÇÃO ENTRE OS POLIMORFISMOS DOS GENES ACTN3 E ECA E O DESEMPENHO ATLÉTICO EM ATLETAS BRASILEIROS DE BADMINTON
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Orientador : MARCOS ANTONIO PEREIRA DOS SANTOS
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Data: 06/03/2026
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O presente estudo investiga a associação entre os polimorfismos dos genes ACTN3 (R577X) e ECA (I/D) e o desempenho atlético em atletas brasileiros de badminton de diferentes categorias competitivas. Com o objetivo de investigar as frequências genotípicas e alélicas dessas variantes e verificar sua correlação com parâmetros de força muscular e velocidade em diferentes níveis competitivos. Adota um delineamento transversal com 174 atletas (110 homens e 64 mulheres; média de idade 15,7 anos), estratificados nos grupos base, desenvolvimento e elite. Avalia o desempenho físico por meio de testes de salto horizontal, arremesso de medicine ball, dinamometria manual e corrida de 20 metros, além de realizar a genotipagem via Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) a partir de DNA extraído de mucosa bucal. A análise estatística comparou frequências genotípicas entre grupos competitivos e examinou associações entre genótipo e variáveis de desempenho. Os resultados demonstram que não houve diferenças estatisticamente significativas nas frequências genotípicas e alélicas entre os estratos competitivos para ambos os genes (p >0,05). Identifica um desvio do equilíbrio de Hardy-Weinberg para o gene ACTN3 (p = 0,03). Observa, contudo, uma tendência biológica de redução progressiva do genótipo XX (14,5 % para 7,3%) e do alelo X (42,7% para 36,6%) à medida que os atletas avançam para o nível elite. Revela uma associação pontual significativa exclusivamente na categoria de base, na qual portadores do genótipo XX apresentaram maior força de preensão manual (p< 0,05). Conclui que os polimorfismos ACTN3 e ECA não atuam como determinantes isolados do nível competitivo no badminton brasileiro. Ressalta que as tendências observadas sugerem um possível papel seletivo do ACTN3 ao longo da trajetória esportiva, reforçando a natureza multifatorial e poligênica do desempenho atlético de excelência.
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NÁDIA VERAS MACHADO
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TREINAMENTO COMBINADO EM CORREDORES AMADORES: REPERCUSSÕES SOBRE PARÂMETROS FISIOLÓGICOS E QUALIDADE DE VIDA
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Orientador : JOAO PAULO JACOB SABINO
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Data: 27/02/2026
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INTRODUÇÃO: A corrida de rua é uma das modalidades esportivas que mais cresce no Brasil, no entanto, os efeitos da combinação do treinamento de força com a corrida sobre parâmetros fisiológicos e de bem-estar em corredores amadores ainda são pouco explorados. OBJETIVO: Comparar os parâmetros antropométricos, cardiorrespiratórios, neuromusculares, bioquímicos, bem como qualidade de vida entre corredores amadores praticantes apenas de corrida (GC) e aqueles submetidos ao treinamento combinado (corrida + força – GCF). METODOLOGIA: Estudo observacional, analítico, transversal e comparativo. Foram feitas avaliações de bioimpedância e composição corporal, qualidade de vida (WHOQOL-BREF), flexibilidade (banco de Wells), força central, potência (salto contramovimento com e sem balanço de braço), agilidade (Illinois Agility Test) e função cardiorrespiratória por meio da mensuração de frequências cardíaca e respiratória e pressão arterial e teste de Cooper. Também foram avaliados marcadores sanguíneos de estresse oxidativo (nitrito) e resposta inflamatória (mieloperoxidase). Utilizou-se estatística descritiva e inferencial (Teste t, Mann–Whitney e ANOVA de duas vias), com nível de significância de 5%. RESULTADOS: A qualidade de vida apresentou escores elevados em todos os domínios, independentemente da prática do treinamento de força. Não houve diferenças significativas nas variáveis de aptidão física ou no teste de Cooper, embora o GCF tenha apresentado tendência a melhor classificação na agilidade e VO₂máx. Ambos os grupos exibiram resposta cardiovascular aguda típica ao exercício, sem diferenças intergrupos, e não foram observadas alterações significativas nos níveis de nitrito e MPO. CONCLUSÃO: Corredores amadores apresentam perfis fisiológicos, funcionais, hemodinâmicos e oxidativos semelhantes, independentemente da inclusão do treinamento de força em sua rotina.
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