Este trabalho aborda a atuação de farmacêuticos frente à instalação de farmácias e laboratórios, na produção e venda de medicamentos, no Piauí, entre as décadas de 1860 – 1953. Destaca-se como esses profissionais se estabeleceram no mercado da cura, através de uma formação científica e expandiram a sua atuação, para além da prática dos boticários e das boticas. Apontam-se a concentração de farmácias e o exercício de farmacêuticos, a partir de 1860 e a ampliação adquirida ao longo da primeira metade do século XX, considerando a relação com a sociedade através da oferta, produção, venda de medicamentos e cuidados aos doentes. Reflete-se, sobre as alianças e disputas entre farmacêuticos e outros praticantes de cura. Destaca-se ainda, o exercício farmacêutico no Piauí, através da incorporação de uma produção em caráter laboratorial farmacêutico, que se fez presente, desde fins do século XIX, através da atividade de um piauiense frente ao Laboratório Flora Brasileira, no Rio de Janeiro, aplicando os saberes e os insumos da flora medicinal do Piauí em seus preparados e vendendo-os no Brasil e no exterior. Assim como, através das produções do Laboratório Farmacêutico Sobral, instalado no sul do estado, na primeira metade do século XX, que expandiu a manipulação e venda de remédios iniciada na farmácia Sobral. Para desenvolver este trabalho, o corpus documental foi constituído de uma variedade de fontes: Jornais, Almanaques, Códices de Saúde, Mensagens e Relatórios de governo, Atas, Relatórios e Livros de Receituário, Livros de Fórmulas de Medicamentos, Livros de Conferências e Regulamentos Farmacêuticos, Livro de Manual Prático de Farmácia, Livros de Memórias e Biografias, Diplomas farmacêuticos e Fotografias.