INTRODUÇÃO: Estima-se que bruxismo do sono (BS) pode ter influência genética, entretanto a concordância dos padrões de desgaste com base na zigosidade ainda é pouco estudada. OBJETIVOS: Determinar a concordância do padrão de desgaste dentário por BS, dente a dente, entre pares de gêmeos monozigóticos (MZ) e dizigóticos (DZ) e fatores associados. MÉTODOS: Foi realizado um estudo transversal censitário com todos os pares de gêmeos MZ e DZ de três a cinco anos de idade, matriculados em pré-escolas públicas e privadas de Teresina, Brasil. Inicialmente, foram realizados treinamento e calibração dos examinadores e estudo piloto. Os dados não clínicos foram coletados por meio de questionários, respondidos pelos pais/responsáveis, sobre características socioeconômicas e demográficas, condições de saúde, distúrbios comportamentais do sono e avaliação da zigosidade. O exame clínico foi realizado na pré-escola. O BS foi avaliado pelo relato positivo dos pais associado à presença de desgastes dentários. A coleta de dados foi realizada no período de janeiro a agosto de 2024. A análise estatística descritiva e inferencial será executada pelo software Stata versão 18.0. Será realizada análise descritiva para caracterização da amostra. A variável principal será dicotomizada em presença e ausência de BS. Para calcular a concordância, será utilizado o coeficiente kappa de Cohen para as características dicotômicas e o Coeficientes de Correlação Intraclasse (ICC) para as características quantitativas. Em seguida, análise bivariada será realizada a partir do teste qui-quadrado de Pearson ou exato de Fisher, para verificar se existe diferença nas taxas de concordância de MZ e DZ. A estrutura causal do estudo será delineada por meio de um Gráfico Acíclico Dirigido (DAG) elaborado no software DAGitty, fundamentado na literatura sobre bruxismo do sono e estudos com gêmeos para identificar o conjunto mínimo de ajustes e evitar vieses de confundimento ou seleção nas análises de fatores genéticos e ambientais. O cálculo de herdabilidade será realizado por meio de Modelagem de Equações Estruturais, testando-se os componentes de genética aditiva (A), dominância genética (D) e ambiente não-compartilhado (E). Para todas as análises, o nível de significância considerado será de 5%. Este estudo já foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí (parecer: 4.541.438).